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[14 Feb 2003|04:55pm] |
e quando não se tem o que sentir, a música insiste. Eu chorei hoje, mas foi tão discreto que não valeu a pena. Chorei por causa de 10 letras que eu li. Não letras de música, sim letras de palavras...tipo 'a e i o u', sabe? Mas tinham sentido.
"Time is never time at all You can never ever leave without leaving a peace of youth And our lives are forever changed We will never be the same The more you change the less you feel Believe believe in me believe
That life can change that you're not stuck in vain We're not the same we're different tonight Tonight so bright tonight
And you know you're never sure But you're sure you could be right If you held yourself up to the light And the embers never fade in your city by the lake The place where you were born Believe believe in me believe
In the resolute urgency of now And if you believe there's not a tonight Tonight so bright tonight
We'll crucify the incinsere tonight We'll make things right we'll feel it all tonight We'll find a way to offer up the night tonight The indescribable moments of your life tonight The impossible is possible tonight Believe in me as I believe in you Tonight tonight" - S. Pumpkins
Tonight
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[10 Feb 2003|03:31pm] |
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music |
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creep - radiohead |
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de novo aqui. Vou poupar vocês das minhas angústias porque ja basta eu enlouquecendo. E escutando radiohead, o que já é masoquismo demais. Eu quero tomar uma pancada forte na cabeça e esquecer todas essas loucuras, quero mais que qualquer coisa. Alguém me interna, vai, estou falando sério. Tortura psicológica nao é apenas horrivel, é nojento. Não, não são amores. São psicoses.
"And I wish I was special You're so fuckin' special But I'm a creep, I'm a weirdo. What the hell am I doing here? I don't belong here. I don't care if it hurts I want to have control I want a perfect body I want a perfect soul I want you to notice When I'm not around You're so fuckin' special I wish I was special"
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[10 Feb 2003|08:34am] |
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music |
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without you - silverchair |
] |
após o susto (ufffargh!), a tristezinha (s ou z, sei lá) voltou. fraquinha, disfarçada em músicas...músicas pff elas ainda estão aqui, as do começo, meio e principalmente as do fim. E elas fazem doer quando tenho notícias, você continua lindo e feliz, eu disse FELIZ sem mim, mas ainda me cuidando. Porra. Mesmo sabendo que você nao era e nunca será certo pra mim, e que a gente nao combinava muito...eu queria. Talvez fosse o que eu queria. Detesto escrever essas viadagens, eu prometi, mas NAO DEU. Vai fazer o quê, me bater? Sabe que eu até mereço..! Aquela cantora é metida a diva, mas ela diz coisas certas e por isso nao dá a coroa a seu ninguém : "ainda lembro o que passou. Eu, você, em qualquer lugar, dizendo 'onde você for eu vou'. E quando eu perguntei ouvi você dizer que eu era tudo que você sempre quis, mesmo triste, eu estava feliz. E acabei acreditando em ilusões. Eu nem pensava em ter que esquecer você. Agora vem você dizer 'amor eu errei com você e só assim pude entender que o grande mal que eu fiz foi a mim mesmo', vem você dizer 'amor eu nao pude evitar' e eu te dizendo 'liga o som e apaga a luz'." bá.
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[02 Feb 2003|12:05am] |
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e agora me lembrei da minha primeira vez. E eu que pensei que ela nunca chegaria, mas chegou. Minha primeira vez doeu, doeu pra caralho. Eu chorei dias inteiros, noites inteiras. Na minha primeira vez, sangrou muito, a dor pareicia que não tinha fim e eu não sabia mais o que fazer. Só pensava nele, ele, ele. Na minha primeira vez, eu perdi a fome, eu perdi a vontade, eu perdi a vida. 'A primeira vez é inesquecível', não é assim que eles dizem? Pois bem, eu nunca esquecerei a primeira vez que eu parti meu coração.
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[01 Feb 2003|10:47pm] |
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não há mais 'goodbye small hands, goodbye small head, goodbye small heart'. Está tudo aqui e vai ficar. É bom estar em paz, se é que isso realmente existe. Só a saudade vai comendo devagarzinho, mas não a tempo de devorar tudo. Feliz, esta é a palavra.
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[21 Jan 2003|11:26pm] |
Não acabou o dia mas quem manda nisso aqui sou eu mesmo, então...bah. Não tenho que dar satisfações à seu ninguem, nem mesmo à mim, mas sinto a estranha necessidade de satisfazer minhas coisas inanimadas...como se fosse...por pena.
-every you and every me - PLACEBO -enjoy the silence - FAILURE (muito boa, melhor que qualquer coisa que eu possa ter escutado hoje...decadência, TOM JONES na tv! cúmulo e blá blá). -sweet dreams - Marilyn Manson (me faz sorrir puro e azedo)
E continua continua, não passa ligeiro. Também a chuva não cessa(não me importo se a grafia está correta, registros pessoais, coisa e tal). E eu achava que aquilo era tédio, era nada. Isso é. Dormir e acordar e comer como se fosse um bicho, só se fazer as coisas orgânicas. Eu não quero isso pra mim! Quero AURORA.Quero nunca mais amar.
"Had you in my hand, now where did you go Aurora... I dont know if I can go as far as you go... you blew away the meaning... and everyone keeps telling me that it is good I needed you to tell me it was good too..."
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[08 Jan 2003|04:17pm] |
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e foi a manhã inteira fazendo prova...depois foi xópingui. Eu também sou filha de deus e tava com vontade de fazer xixi...mas como ia comprar uns cds, fui deixando de lado, cds são mais importantes que xixi. Tá, mas é meu xixi, e meu xixi é mais importante que qualquer coisa. Estava tarde e tinha que voltar pra casa. Então andei apressada pelo xópingui para chegar ligeiro à saida...Mas (puta merda, sempre quando vem o 'mas' é porque coisa ruim aconteceu) eu vi lá uma loja da Hello Kitty que nunca tinha visto. Tinha que parar lá. Sabe, eu queria não gostar da Hello Kitty, ela é toda rosinha e meiga e bla bla, mas (olha o 'mas' aí de novo) é puta difícil. Eu gosto dela, porra eu não quero mas eu gosto.Quanto tá ela moça? AHM? 70 reais?. Coloquei ela de volta e saí correndo...xixi xixi xixiii...taxi...taxi parece com xixi, mas é taxi. Paguei, cheguei em casa...corri pro banheiro e uffa! Vou poupar vocês dos detalhes.
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[07 Jan 2003|05:27pm] |
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então depois da tortura, e alívio e etc, eu fui ao shopping. Eu esperava encontrar meu livro, minha maquiagem pesada (mulheres precisam, homens também), minha almofada peluda-e-vermelha-em-forma-de-coração e meus cds. No fim das contas, acabei voltando pra casa só com o livro. Ele me rendeu uma tarde parada e prazerosa, óculos na ponta do nariz. Todas as juntas do corpo doem, como se tudo tivesse sido torcido como um pano de chão úmido de água suja. Suja. Recordações da semana, eu sou suja em alguns aspectos...talvez nem tanto, apenas uma menina do mundo cor de rosa sentindo dor. Quando se começa a sair desse mundo dói dói e...hamz dói. Mas depois que você está fora, você não quer mais ser como antes. A sensação de passadodo you remember the timee tal. Eu estou sozinha aqui lendo emails dos amigos e esperando o forno esquentar a pizza de ontem. Bon apettit!
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[06 Jan 2003|12:41pm] |
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é bom voltar para casa. É bom. Por que? Se eu estou dizendo que é bom, é por que É. Não caros amigos, eu não sou a dona da verdade absoluta (quem dera). Mas quando você está num lugar tranqüilo, silencio, cheiro de mato, passarinho azul cantando no pé de goiaba...é uma droga. Então eu volto pra casa, volto pra poluição (sonoral, visual etc etc), volto. Pena que vai durar tão pouco...
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[30 Dec 2002|09:01am] |
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eu sei, todo mundo algum dia na vida finge que não está nervoso. Mas nem é pelo fato 'passar' ou 'não passar'. É apenas PASSAR, porque eu odeio gente que fica consolando, e o pior, seriam MILHARES delas : "Ohh meu amor, você passa da próxima, vestibular tem todo ano"...e eu não vou resistir e vou mandar esses babões todos pra putaquepariu.
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[20 Dec 2002|04:24pm] |
(...)então ele foge por 9 minutos e faz minha cabeça imaginar milhares de coisas. Até aquela cama. Alta, macia. E o quarto e as paredes e tudo...aí eu volto pros minutos que já são 31...31 minutos longe, fazendo não sei o quê. MAS NÃO É DA MINHA CONTA, (fique bem claro). Eu nem sei porque esse pensamento furtivo, não sei, não sei de onde vem esse escrotinho. Mas ele vem. E me rasga e me arde. E me traz as memórias, por que memórias não morrem? _Só o tempo querida, só o tempo... _Mas o tempo é muito chato, prefiro seu sexo.
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[19 Dec 2002|04:56pm] |
_Manhê, tinha um indiezinho na sala que eu fiz vestibular hoje!! Tão lindo... _Ué, e o que esse indio tava fazendo lá? _Não mãe, não é INDIO é INDIE! ha ha.
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[14 Dec 2002|12:28pm] |
(...)isso é péssimo. Melhor pegar o dicionário e aprender algo, já que não sou Clarah Averbuck e não uso o 'Ovídio' e aprendo latim. Então vejamos:
AMOR:"Afeição profunda. Dedicação extrema e carinhosa. Sentimento profundo e caloroso de atração que um sexo experimenta pelo outro. Apego. Carinho, ternura. Cuidado, zelo."
(ps 1 - meio egoísta não? Ah, por falar nisso:)
EGOÍSMO:"Amor exagerado de si mesmo. Exclusivismo."
(ps 2 - ha ha ironia)
PAIXÃO:"Afeição obsessiva e intensa. Movimento impetuoso para o bem ou para o mal."
(ps 3 - EU SABIA!É tudo egoísta!Quem ama só pensa em si, e se agrada ao outro é por medo de perder. SÓ PENSA EM SI! Droga..)
(ps - 4 e último - eu já tô sem paciencia, foda-se)
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[11 Dec 2002|09:48am] |
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Acordei tarde e fui direto pra cadeira colar na minha agenda uns textos da Clarah Averbuck. Ela consegue escrever exatamente como eu sentia, então é suposto que ela tenha passado por essas mesmas merdas. Hoje em dia eu estou bem mais crua, é a única coisa que dá pra concluir.(...)Agora estou aqui comendo melão japonês (aquele laranjinha sabe?), de pijama bege e calcinha azul. A cor da minha calcinha interessa a alguém? Eu espero que sim...(risos). Mais tarde tem colégio e todas as coisas chatas. Tinha que ter algo pra estragar, sempre tem.
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[10 Dec 2002|04:16pm] |
Bem, de quê adianta ir às aulas se não se assiste? É passar o tempo com um cd fodido do Guns n Roses no diskman ,pensando se pode existir algo que supere isso, de tão fraco que é. Mas às vezes é bom ouvir música ruim (prolixidade tsc tsc tsc). Eu escapoli do colégio, com diskman, cd e um amigo. Fomos pro supermercado mais próximo, ele sempre falando do meu futuro, eu sempre escutando (e discordando de mais da metade). E eu adoro (amo e etc) fazer as pessoas ficarem constrangidas com seus valores vez ou outra, meu caro amigo ficou com medo de eu falar "BUCETA" na frente do caixa, (puritanos, sempre eles) então ele ficava mudando de assunto e eu "BUCETA BUCETA BUCETA BUCETAAAAAAAAAAA". Ah, só foi isso, se tiver achando ruim, se fode você também (às vezes é bom sabe?)
ps - eu tirei os comments daqui, porque eu sou a dona dessa bodega, e pronto...mais alguma dúvida? Obrigada e volte sempre.
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[09 Dec 2002|11:17pm] |
á noite, antes da chuva eu não me sinto confortável falando com gente azeda. Mas quem se sente? Principalmente se é alguém que você considerou muito, e agora é nada mais que...amargo. Ardido. Então eu me envolvo novamente no meu rancor e aspiro forte, com ruído, e escarro com força no chão. Pronto, curada.
á noite, mais tarde
Estavam na beira do precipício ele :Pula comigo? ela:Apenas contigo. Fecharam os olhos e saltaram. Ele voou, voou pra longe, e ela se despedaçou no chão.
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[09 Dec 2002|05:07pm] |
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o tempo passando e eu fiquei simplesmente a olhar pro monitor sem conseguir escrever nada. Porque minhas coisas não são muito premeditadas, é só instintivo. Muita gente é assim. Aí eu acho que é defeito meu, quanto aos outros eu prefiro não julgar. A vida vai passando...e passando e quando você menos percebe...acabou (clichê, mais um deles). Eu não sei quem anda lendo esse caderno nem nada, apenas vou escrevendo, até mesmo pelas pessoas que não quiseram ser minhas amigas. Me deixa continuar no meu mundo rosinha, mesmo que ele não tenha cores...
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[06 Dec 2002|10:26pm] |
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A minha mãe disse que eu não sou estúpida. Eu acredito em tudo que a minha mãe diz.
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| carta |
[05 Dec 2002|05:52pm] |
"Oi. Não sei por onde começar, o que é bastante compreensível para mim, que nunca sei nada. É, eu não sei nada. Eu já disse que sou perdedora? Se não, está dito. Bom, eu já sabia disso, quando se é, se sabe. Mas é bom avisar aos outros, pra não se acumularem expectativas demais em vão. É estranho como ninguém me conhece (talvez uns poucos)... “Ela não se preocupa com vestibular”, “ela não ta nem aí...” Talvez seja porque eu não gosto de transparecer as coisas, porque já me basta saber que sou estúpida. E sou. Pra não ser direta comigo mesma, pode-se dizer “lerda” ou “tapada” qualquer coisa menos rude. Mas tudo acaba no “estúpida”. Pois bem, já chega de rodopios (Fraqueza? Covardia?) pra dizer os fatos: cá estou eu, de recuperação novamente. Dias 2 e 3 de janeiro. Então o mais sensato é me deixar por aqui em Fortaleza no Natal e Ano Novo direto, pra não gastar muito dinheiro com gente como eu. Sei lá, talvez nem seja tão triste passar as datas só...é só dormir que se acorda no outro dia. Não vai ser tão triste. Não mais triste do que eu estou. Na verdade, eu não estou, eu sou. Pelo visto não há mais nada que me faça contente...há a alegria, alegria todo mundo tem. Mas é momentâneo demais, você ri de uma piada engraçada e é só. Nesse intervalo, foram-se embora as vontades...Vontade de comer e de fazer as coisas. Eu fui me pesar essa semana e conclui que estou pesando 48kg, ou seja, 5kg a menos. Já está até dando pra perceber. Cadavérica. PERDEDORA. Qualquer coisa que eu não sei, ou não consigo fazer, a palavra continua repetindo e ecoando...”perdedora.” Dia 8 (domingo) tem vestibular, 14 pessoas pra uma vaga. Meio difícil haver alguém mais perdedor/estúpido/medíocre que eu (...) Talvez eu esteja com esse humor porque eu acabei de receber o resultado da recuperação agora, e me passei a escrever isso. Em casa só fiz digitar, a caligrafia não estava das melhores. Mas o que se sabe que é verdade, é que isso foi só a válvula detonadora, a gota d’água ou qualquer outro sinônimo desses. Eu já não tenho alegria faz tempo, nem sei quando. Fraca demais pra todo esse peso, sabe lá. Aí é quando você não consegue mais sustentar e começa a perder as coisas, é que você repara como você é...Perdedor. Não conquista nada, nem as notas do colégio, por mais que tenha estudado pra recuperação. Não conquista notas, nem pessoas, nem alegria. Até o namorado, que já nem importa porque não era certo, foi-se embora. E por que? Porque eu não sei assegurar nada pra mim. Nem mesmo isso. PERDEDORA. Impotente. E o que destrói mais uma pessoa são os resultados dos estudos, porque mede o intelecto, ou seja, eu. E se eu sou uma fracassada neles também, o que me resta? Nem eu sei. Aí é quando chegam as pessoas querendo desvendar o que você tem, porque anda tão calada...e cada um vem com um diagnóstico, e cada um fala demais e não resolve nada. Por isso que eu prefiro ficar longe dessas pessoas, eu própria me julgo. Eu sou apenas sã e desacreditada. É por isso que isso é um comentário por escrito, porque talvez eu não tivesse disposição suficiente pra falar. Perdedora. Aí depois vem o vestibular da UNIFOR. Não é questão apenas de querer, eu tenho que ser aprovada lá. Se não vai ser demais...Pessoas fracas não agüentam muito. Eu só queria passar entre isso tudo e tentar viver novamente. No colégio ninguém é gente, todos são números de possíveis aprovações, e é assim que se é tratado. Às vezes dá vontade de gritar com todos eles, talvez se um dia alguém fizer isso eles percebam que não somos maquinas-decoradoras-de-livros. Então eu rio sozinha e penso “bela hora pra entrar em colapso, heim mocinha! Bela hora!”...bem em cima do vestibular. Mas é bem lógico, vai ficando mais perto, a pressão aumenta, as pessoas aumentam, as vozes aumentam...e você ao mesmo tempo, se lembra que tem que cuidar de si também, porque você é triste. E não sabe direito o que fazer, é só sentar e esperar passar a sua infelicidade ou sentar e continuar sentindo, pra ver até que ponto se agüenta. Uma pessoa certa vez me perguntou, porque eu nunca sorrio...Acho que já descobri.
Te amo, Rebeca Gondim, 05.12.02"
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